"Carnaval dos animais" 
Instalação
24 aquários, 48 peixes, prateleiras e led
Art Basel Miami Beach
2015


Na instalação Carnaval dos Animais, Pocztaruk se apropria de dois balões de vidro, comumente utilizados em laboratórios químicos, que são reutilizados como aquários e interligados, cada um contendo um exemplar de peixe domestico macho e fêmea do tipo Beta, espécie conhecida pela agressividade, o que lhe confere o apelido de “peixe de briga”.
Durante o acasalamento dos Betas, em muitos casos, a fêmea não sobrevive e, por isso, para o sucesso da reprodução os peixes precisam ser colocados em aquários próximos para serem introduzidos aos seus pares. Nessa aproximação, proposta pela artista cria-se uma tensão pré-nupcial e no balé intermitente dos peixes um desenho no espaço se constrói. Na efemeridade do tempo, o desenho mediado por um animal e um objeto deslocado do seu lugar original, inscritos no campo da arte, criam uma proposição artística que coloca em questão o próprio fazer artístico, através de questionamentos sobre autoria, legitimação e ética.  
Assim, o trabalho reflete a gravidade de nossos tempos: uma articulação precisa de uma dialética violenta - duas entidades opostas (aqui, macho e fêmea) mediadas por um minimalismo conciso.  Em sua composição simples, a instalação reflete não apenas o momento de um presente decadente onde estamos juntos porém cada vez mais distantes e a presença do outro é a virtualidade da nossa ausência, mas também a duração da nossa coexistência compartilhada e a violência sistêmica das relações.

In the installation “Le carnaval des animaux”, Pocztaruk takes over two glass globes, commonly used in chemical laboratories, which are reused as aquariums and interconnected, each one containing a male and a female domestic sh of the betta type, species known for its aggressiveness, giving it the nickname “ ghting sh”.
In many cases, during the mating of bettas, the female cannot survive, and therefore, for the successful breeding, sh must be placed in near aquariums to be introduced in pairs. In this approach proposed by the artist, a prenuptial pressure is created, what constructs a drawing in space by the intermittent sh ballet. In the ephemerality of time, the design mediated by an animal and an object dislocated from its original place, under the eld of art, creates an artistic proposition.